Nesta segunda-feira, 2 de junho de 2025, representantes da Rússia e da Ucrânia se reúnem em Istambul para uma nova rodada de negociações de paz, mediadas pela Turquia. O encontro ocorre em um cenário de escalada dos confrontos, com ataques aéreos e de drones intensificados por ambos os lados.
A delegação ucraniana, liderada pelo ministro da Defesa Rustem Umerov, apresentará uma proposta que inclui um cessar-fogo completo de 30 dias, abrangendo terra, ar e mar, além da troca de prisioneiros e o retorno de crianças deportadas. A proposta também prevê a realização de uma cúpula entre os presidentes Volodymyr Zelensky e Vladimir Putin, com a participação de Estados Unidos e países europeus, para discutir a resolução final do conflito.
Por outro lado, a Rússia, representada por Vladimir Medinsky, condiciona as negociações ao reconhecimento internacional das regiões ucranianas anexadas, incluindo a Crimeia, Donetsk, Lugansk, Zaporizhzhia e Kherson. O ministro das Relações Exteriores russo, Serguei Lavrov, afirmou que esse reconhecimento é “imperativo” para o avanço das conversações.
Apesar das diferenças, a retomada das negociações é vista como um passo importante para a busca de uma solução pacífica para o conflito, que já dura mais de três anos e resultou em mais de 1,2 milhão de vítimas. A comunidade internacional acompanha atentamente os desdobramentos, esperando que as partes encontrem um caminho para o fim das hostilidades.
A reunião em Istambul ocorre após uma série de ataques mútuos, incluindo o lançamento de 162 drones pela Ucrânia contra alvos russos e a resposta da Rússia com 80 drones e mísseis. Esses episódios evidenciam a urgência de um acordo que possa cessar as hostilidades e iniciar um processo de reconstrução e reconciliação.
A expectativa é que, mesmo diante de posições divergentes, as negociações possam estabelecer bases para um cessar-fogo duradouro e a construção de uma paz sustentável na região.
