O Supremo Tribunal Federal (STF) inicia na próxima terça-feira, dia 2 de setembro, o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de sete antigos aliados, acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como parte do “núcleo crucial” da trama golpista que tentou reverter o resultado das eleições de 2022.
Distribuído pela Primeira Turma do STF, o processo contará com oito sessões entre os dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro. Nos dias 2, 9 e 12, as audiências terão sessões de manhã e à tarde, com intervalo para almoço; já nos dias 3 e 10, ocorrerão apenas pela manhã. Esse formato, adotado para garantir tempo suficiente ao julgamento, pode fazer o processo se estender por até 27 horas.
O cronograma detalhado inclui:
- 2, 9 e 12 de setembro: sessões matutinas e vespertinas;
- 3 e 10 de setembro: apenas no período da manhã.
Para assegurar a segurança dos envolvidos e a integridade das sessões, o STF organizou um esquema reforçado com varreduras com cães farejadores, drones e controle de acessos aos prédios da Corte.
O evento alcançou mobilização sem precedentes: foram registrados 501 pedidos de credenciamento por profissionais da imprensa e 3.357 inscrições para o público — entre advogados e cidadãos. Contudo, por limitações físicas, apenas os 1.200 primeiros credenciamentos serão atendidos. Haverá espaço para 150 espectadores por sessão, que assistirão ao julgamento em uma sala separada, por meio de telão — advogados dos réus e jornalistas permanecerão na sala principal.
Por fim, médicos, familiares e advogados têm aconselhado Jair Bolsonaro a acompanhar o julgamento à distância, sem comparecer às sessões, dada a complexidade e tamanho da cobertura judicial que o caso envolve.
