O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, formalizou nesta quinta-feira a criação do Conselho de Paz, grupo multinacional voltado à mediação de conflitos, durante cerimônia no Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça. A iniciativa, anunciada em 2025 como parte de um plano para pôr fim à guerra na Faixa de Gaza, teve sua carta constitutiva assinada e reuniu líderes de diversos países, sobretudo da Ásia, Oriente Médio e América Latina.
No discurso de apresentação, Trump afirmou que o novo conselho “pode se unir com as Nações Unidas” para enfrentar crises internacionais, reforçando a ideia de cooperação com o principal organismo multilateral apesar de críticas anteriores à atuação da ONU.
A proposta tem como objetivo inicial manter o cessar-fogo em Gaza e coordenar esforços humanitários e de reconstrução na região devastada pelo conflito. Além disso, Trump sugeriu que a atuação do grupo pode ser expandida para conflitos em outras partes do mundo.
A recepção à iniciativa foi mista. Vários países aceitaram convites para integrar o conselho, incluindo nações do Oriente Médio e do Sul Global, enquanto aliados europeus tradicionais ainda se mostram cautelosos ou recusaram participação na cerimônia. Especialistas e diplomatas alertam que, embora a cooperação com as Nações Unidas seja destacada por Trump, a estrutura e o alcance real da nova entidade ainda são incertos e podem gerar debates sobre sua relação com o sistema de segurança global existente.
Analistas também observam que o Conselho de Paz surge em um contexto geopolítico complexo, com desafios persistentes em regiões como a Ucrânia, onde negociações bilaterais e encontros entre representantes dos EUA e líderes estrangeiros estão em curso.
Essa iniciativa, segundo fontes oficiais, busca posicionar os Estados Unidos como protagonista na construção de soluções diplomáticas, reafirmando o papel de Trump na arena internacional.
