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17 de março de 2026
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TSE desiste de enviar observadores para eleição na Venezuela

Foto: LR Moreira/Secom/TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou nesta quarta-feira (24) que desistiu de enviar dois representantes para monitorar as eleições presidenciais na Venezuela, programadas para o próximo domingo (28).

A decisão foi tomada após o ditador Nicolás Maduro, que busca a reeleição, declarar que as eleições no Brasil não são auditadas. As afirmações foram feitas durante um comício na terça-feira (23). Segundo Maduro, a Venezuela possui “a melhor auditoria do mundo” e que “nenhum boletim de urna é auditado no Brasil”.

Em resposta, o TSE reafirmou que as urnas eletrônicas brasileiras são auditáveis e seguras, classificando as declarações de Maduro como falsas.

“Em face de falsas declarações contra as urnas eletrônicas brasileiras, que, ao contrário do que afirmado por autoridades venezuelanas, são auditáveis e seguras, o Tribunal Superior Eleitoral não enviará técnicos para atender convite feito pela Comissão Nacional Eleitoral daquele país para acompanhar o pleito do próximo domingo”, afirmou o tribunal em nota.

“A Justiça Eleitoral brasileira não admite que, interna ou externamente, por declarações ou atos desrespeitosos à lisura do processo eleitoral brasileiro, se desqualifiquem com mentiras a seriedade e a integridade das eleições e das urnas eletrônicas no Brasil”, acrescentou.

O TSE havia designado dois especialistas em sistemas eleitorais para a missão na Venezuela. O convite para monitorar a votação foi feito pelo Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela.

A participação de ministros ou servidores do tribunal na observação de eleições em outros países é uma prática comum realizada pelo TSE, que também recebe delegações internacionais durante as eleições municipais e presidenciais no Brasil.

Na eleição venezuelana, o presidente Nicolás Maduro busca a reeleição entre outros nove candidatos registrados. Entretanto, há denúncias de prisões de opositores às vésperas da votação e de restrições à liberdade da população, dos meios de comunicação e de observadores internacionais.

Fonte: Diário do Poder – Com Agência Brasil

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