Enredo da Acadêmicos de Niterói dedicado ao presidente Lula em ano eleitoral acende debate sobre dinheiro público, liberdade cultural e possível propaganda antecipada.
A escolha da escola de samba Acadêmicos de Niterói para levar um enredo em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Carnaval do Rio de Janeiro em 2026 provocou intensas críticas políticas e questionamentos sobre o uso de recursos públicos para fins que podem caracterizar promoção pessoal.
O desfile, cujo tema “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil” retrata a trajetória do chefe do Executivo, será apresentado no dia 15 de fevereiro na Marquês de Sapucaí, como uma das principais atrações da festa. A polêmica ganhou repercussão após uma representação de parlamentares do Partido Novo ao Tribunal de Contas da União (TCU), que sugeriu bloquear o repasse de cerca de R$ 1 milhão destinados à escola por meio de um acordo de patrocínio firmado pela Embratur com a Liesa e o Ministério da Cultura.
Críticos argumentam que a combinação entre recursos públicos e um enredo focado em um presidente em exercício, especialmente em ano eleitoral, pode ferir princípios constitucionais e criar um ambiente equivalente a propaganda antecipada de campanha eleitoral. Organizações e figuras da oposição chegaram a apresentar representação na Procuradoria-Geral Eleitoral (PGR), pedindo investigação sobre o caso.
Por outro lado, aliados políticos defendem a liberdade artística e destacam que o investimento é parte de um pacote de apoio às escolas de samba do Grupo Especial, distribuído de forma igualitária entre as agremiações, com o objetivo de impulsionar o turismo e a cultura popular. A postura da ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, classificando a recomendação do TCU como “preconceito”, intensificou o debate em Brasília.
O episódio expõe um embate entre cultura, política e orçamento público, colocando em foco a discussão sobre os limites do uso do dinheiro do contribuinte em eventos festivos com cunho político explícito no período pré-eleitoral.
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