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15 de março de 2026
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Áudio revela: Cid afirma ter ‘perdido tudo’ enquanto Bolsonaro “ganhou milhões”

Foto: Alan Santos/PR

Em um trecho de áudio divulgado recentemente pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o tenente‑coronel Mauro Cid, ex‑ajudante de ordens do ex‑presidente Jair Bolsonaro, desabafa a um advogado: “perdi tudo” enquanto Bolsonaro “ganhou milhões aí em Pix”.

O áudio, anexado ao inquérito que investiga a tentativa de golpe de Estado, teria sido enviado via Instagram entre janeiro e março de 2024, período em que Cid estava proibido judicialmente de usar redes sociais. Em sua fala, ele destaca que “Braga Netto, quatro estrelas, chegou ao topo… reserva. General Heleno, chegou ao topo… reserva. Presidente, ganhou milhões aí em Pix, chegou ao topo”.

Mais adiante, o militar se queixa das séries de investigações que atingiram sua família — incluindo investigações sobre o pai, a mãe, a falecida sogra e até irmãos nos EUA — e afirma: “quem perdeu tudo? Fui eu”.

O advogado Eduardo Kuntz, responsável pela defesa de outro réu, anexou ao processo uma ata notarial com prints dessas conversas, reforçando a autenticidade das mensagens. Ao STF, Cid nega ter usado qualquer perfil pessoal, argumentando que seus celulares foram apreendidos e que qualquer conta no Instagram poderia não ser dele.

Transportando o áudio para o contexto formal, o tenente‑coronel já havia prestado depoimento ao STF em março de 2024 — também com sigilo quebrado em 19 de fevereiro de 2025 — onde afirmou que Bolsonaro “ganhou Pix” e ficou milionário enquanto ele viu sua carreira desabar. Na ocasião, foi citado um aporte de cerca de R$ 17 milhões por meio de movimentações por Pix entre janeiro e julho de 2023 — supostamente via vaquinha de apoiadores para pagar multas.

A defesa de Cid, por sua vez, sustenta que as mensagens não partem dele e trata o áudio como desabafo emocional, sem consciência de gravação para uso público. Já a defesa de Bolsonaro questiona o conteúdo e requer a nulidade da delação.

O ministro Alexandre de Moraes determinou que a Meta forneça ao STF os dados do perfil vinculado às mensagens, buscando comprovar a identidade do interlocutor. Enquanto isso, crescem os desdobramentos jurídicos no inquérito que apura possível organização golpista envolvendo generais, Bolsonaro e outros militares.

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