O astro do tênis de mesa Hugo Calderano, atual número 3 do ranking mundial, foi impedido de competir no WTT Grand Smash em Las Vegas após sua solicitação de entrada nos Estados Unidos ser bloqueada por questões burocráticas relacionadas ao visto. Apesar de possuir dupla cidadania — brasileira e portuguesa —, o atleta enfrentou problemas ao tentar usar o Programa de Isenção de Visto (ESTA) pela sua nacionalidade europeia.
As autoridades americanas consideraram Calderano inelegível ao identificar que ele havia viajado a Cuba em 2023 para participar do Pan-Americano e das seletivas olímpicas. A legislação criada em 2015 estabelece que visitantes recentes a países designados como apoiadores do terrorismo, como Cuba, não podem utilizar o visto eletrônico, mesmo que sejam europeus.
A equipe do atleta agiu rapidamente para pedir um visto de emergência com apoio da USATT e do Comitê Olímpico e Paralímpico dos EUA, mas não foi possível agendar a entrevista consular a tempo do início do torneio. “Segui o mesmo protocolo […] mobilizei toda a minha equipe […] mas, infelizmente, não houve tempo hábil”, lamentou Calderano.
O incidente interrompe uma fase de grande ascensão na carreira do brasileiro. Recentemente, ele conquistou a Copa do Mundo, ficou com a prata no Mundial e triunfou no WTT Star Contender Ljubljana. A ausência em Las Vegas não apenas compromete a disputa por premiações expressivas, mas também pode impactar sua posição no ranking.
Especialistas em imigração sugerem que, daqui em diante, Calderano adote o visto tradicional B1/B2, garantindo mais segurança e tempo adequado para futuras viagens aos EUA. O episódio serve de alerta para atletas internacionais: a burocracia pode, sim, comprometer participação em eventos globais de elite, exigindo planejamento prévio e atenção redobrada às normas migratórias.
