O treinador do PSG, Luis Enrique, se manifestou pela primeira vez após o incidente ocorrido no Mundial de Clubes, em que aparece em imagem atingindo o brasileiro João Pedro, do Chelsea. A cena aconteceu logo após o apito final, momentos após a expulsão de João Neves, que deflagrou uma confusão generalizada com empurrões e gritos.
Em entrevista coletiva, Enrique admitiu: “Há muita tensão, e minha intenção foi separar jogadores”, insistindo que não tinha intenção de agredir, mas sim interferir para evitar escalada da situação. O técnico resumiu o episódio como um “momento que deveria ser evitado por todos”.
Imagens veiculadas por veículos como L’Équipe, Le Parisien e RMC Sport mostram Enrique empurrando João Pedro e segurando-lhe pelo pescoço, gerando críticas da imprensa francesa, que classificou a atitude como “arrebato” e “desagradável”. Enquanto isso, o filho de Nasser Al-Khelaifi, presidente do PSG, garantiu apoio total ao técnico, afirmando que houve apenas uma tentativa de acalmar os ânimos .
João Pedro, por sua vez, disse que agiu para proteger o colega Andrey Santos, minimizando o episódio: “É normal, acontece no futebol”. A FIFA já iniciou uma investigação e, segundo o estatuto disciplinar, poderia aplicar uma punição individual, com perspectiva de suspensão por tempo determinado – possivelmente de ao menos três partidas – ou multa, restritas ao Mundial e sem influência nas demais competições.
O episódio manchou a vitória do Chelsea por 3 a 0 – com gols de Cole Palmer (2) e João Pedro –, que conquistou o título em Nova Jersey. A repercussão elevou o tom do debate sobre disciplina técnica e limites de conduta, potencialmente atingindo a imagem de Luis Enrique e abrindo precedentes para exemplos de punição por comportamento violento em jogos oficiais.
Aguarda-se, agora, o posicionamento oficial da FIFA. O PSG retorna aos gramados em 13 de agosto, na Supercopa da Europa, enquanto o esloveno Maresca e o Chelsea celebram o primeiro título na nova fase do Mundial de Clubes.
