A Polícia Federal incluiu o pastor Silas Malafaia no inquérito que investiga o ex-presidente Jair Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro e o comentarista Paulo Figueiredo. O procedimento, instaurado em maio a pedido da Procuradoria-Geral da República e sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes no STF, apura supostas condutas destinadas a interferir no andamento das investigações relativas à tentativa de golpe de Estado pós-eleições de 2022.
As condutas sob apuração incluem coação no curso do processo, obstrução de investigação de organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e articulação para impor sanções internacionais ao Brasil. O inquérito visa analisar se Eduardo Bolsonaro, a partir dos Estados Unidos, tentou pressionar autoridades brasileiras, medida que teria levado à aplicação de tarifas e sanções pelo governo americano.
Malafaia foi citado como organizador de manifestação em apoio a Bolsonaro em 3 de agosto, ocasião em que o ex-presidente apareceu por meio de vídeo em redes de apoiadores — ato que motivou a decretação de sua prisão domiciliar no dia seguinte.
Em suas redes sociais, o pastor afirmou que “só soube da investigação pela imprensa” e declarou que não recebeu qualquer notificação formal. Ele criticou a Polícia Federal e o ministro Alexandre de Moraes, afirmando que “há uma PF a serviço de Lula e de Alexandre de Moraes” e que foram escolhidos “o cara errado”. Malafaia também comparou a corporação a instituições autoritárias como Gestapo e KGB, afirmando que o país estaria se encaminhando para uma “venezuelização” e que, “livre a manifestação de pensamento… eu não vou me calar porque não tenho medo de vocês”.
