No confronto de ida das quartas de final da Copa Libertadores, Flamengo sofreu com decisões controversas da arbitragem após vencer o Estudiantes por 2 a 1 no Maracanã — mas deixou o gramado visivelmente insatisfeito.
Tudo começou com a expulsão de Gonzalo Plata, que recebeu o segundo cartão amarelo em lance considerado dúbio por boa parte do elenco rubro-negro. Já nos acréscimos, o Estudiantes conseguiu descontar com gol de Carrillo, o que reacendeu críticas contra o árbitro haja vista a vantagem que o Flamengo mantinha até então.
Indignação em declarações
- Samuel Lino deixou claro que erros da arbitragem “prejudicaram muito” o time. Ele apontou cartões que julga indevidos e julgamentos assimétricos entre os dois times.
- Guillermo Varela, autor de um dos gols, afirmou que a arbitragem “empurrou” o Estudiantes no desfecho do jogo, reclamando de amarelos excessivos sofridos pelo Flamengo em compensação à pouca ação disciplinar sobre adversários.
- Pedro, que abriu o placar com gol logo aos 14 segundos, lamentou o gol sofrido em casa, mas manteve confiança na classificação para a semifinal.
Críticas institucionais e repercussão
José Boto, diretor do Flamengo, foi enfático ao classificar o episódio como “escandaloso, vergonhoso”. Ele apontou ao menos três lances-chave que, na visão do clube, precisam de revisão: a expulsão de Plata, um possível toque de mão no gol do Estudiantes, e o fato de o árbitro ter ignorado faltas duras sofridas por jogadores do Flamengo.
Além disso, reservas rubro-negros protestaram com o quarto árbitro, alegando que este teria sugerido ao técnico adversário a substituição de um jogador do Estudiantes em risco de expulsão, o que aumentou ainda mais a tensão no Maracanã.
Apesar da vitória, o Flamengo sai do Maracanã com sensação de partida inacabada — confortável no placar, mas exposto às decisões polêmicas que manterão o duelo aberto para o jogo da volta, na Argentina.
