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19 de janeiro de 2026
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Choque político no Chile: comunista e conservador avançam para o segundo turno

Foto: AFP

A ex-ministra do Trabalho Jeannette Jara, filiada ao Partido Comunista, e o conservador José Antonio Kast, chamado por alguns de “Bolsonaro chileno”, se enfrentarão no segundo turno da eleição presidencial no Chile, marcado para 14 de dezembro. A polarização entre propostas antagônicas reflete um momento decisivo na política chilena.

O que defende Jeannette Jara
Jara, que já ocupou o Ministério do Trabalho no governo de Gabriel Boric, lidera um programa pautado na expansão do Estado de bem-estar social. Ela propõe aumento do salário mínimo, reforço das políticas de proteção social e maiores investimentos em saúde pública. Também defende controle mais rigoroso de armas e medidas de combate ao crime organizado, como monitoramento tecnológico nas fronteiras e endereçamento de fraudes financeiras. Adicionalmente, Jara pretende romper com o sigilo bancário para investigar redes de crime — entre elas grupos ligados à corrupção.

A plataforma de José Antonio Kast
Kast lidera um discurso duro sobre segurança pública e imigração. Ele defende medidas de linha dura, incluindo a construção de barreiras e muralhas na fronteira norte para impedir a entrada de migrantes irregulares. Para ele, a prioridade nacional é a ordem: “derrotar o crime organizado” e restaurar a segurança. Em sua visão econômica, Kast prega menos Estado, redução de impostos e austeridade nos gastos públicos. Ele já afirmou que Bolsonaro realizou avanços no combate à corrupção e que seu modelo inspira parte de sua agenda. Também se opõe ao aborto em praticamente todas as circunstâncias e tem uma posição rígida em temas morais, como o direito à vida desde a concepção.

O choque ideológico no segundo turno
Este embate entre Jara e Kast foi descrito por analistas como o confronto entre visões opostas: socialismo comunitário versus conservadorismo autoritário. Para Kast, a eleição representa uma escolha entre “liberdade e comunismo”. Já Jara aposta na mobilização popular em defesa de direitos sociais aprofundados e de um Estado mais presente para reduzir desigualdades históricas.

A corrida final promete acirrar ainda mais o debate nacional, com crime, imigração e justiça social no centro de uma das eleições mais polarizadas da história recente do Chile.

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