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13 de março de 2026
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Modelo atual do autismo pode estar ultrapassado, dizem especialistas

Foto: Maryna_Auramchuk | Shutterstock

Pesquisadores internacionais vêm questionando o modelo tradicional do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), que classifica pessoas em uma única linha de “leve a grave”, por limitar a compreensão das diferentes manifestações da condição. O termo “espectro” foi criado na década de 1970 para ampliar o diagnóstico e incluir perfis que não se encaixavam nos critérios clássicos, mas hoje pode estar atrapalhando avanços clínicos e científicos ao englobar perfis com origens biológicas muito distintas sob uma mesma etiqueta.

Estudos recentes, incluindo pesquisas que identificaram quatro subtipos com características genéticas e clínicas próprias, reforçam a ideia de que o autismo não pode ser visto como uma linha única de variação, mas sim como uma coleção de perfis neurobiológicos específicos que coexistem sob a sigla TEA.

Esse novo entendimento reforça uma abordagem centrada no indivíduo: em vez de perguntar “quão autista” alguém é, o foco passa a ser identificar forças e desafios únicos, considerando fatores como linguagem, sensibilidade sensorial e outros traços cognitivos. Propostas alternativas ao paradigma vigente utilizam modelos multidimensionais ou “constelações” de habilidades para mapear essas diferenças, permitindo diagnósticos mais precisos e tratamentos personalizados.

Especialistas defendem que essa reformulação pode impulsionar a medicina de precisão no autismo, orientar políticas públicas e práticas educativas mais eficazes, além de combater estigmas ao reconhecer a diversidade das experiências autistas.

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