A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal começou a analisar a manutenção da prisão preventiva do empresário Daniel Vorcaro e já registra dois votos favoráveis à continuidade da medida. O ministro Luiz Fux acompanhou o relator do processo, André Mendonça, consolidando um placar inicial de 2 a 0 pela permanência do investigado na prisão.
O julgamento ocorre em plenário virtual e tem prazo para conclusão até o dia 20. Nesse formato, os ministros registram seus votos no sistema eletrônico da Corte ao longo de alguns dias. A decisão analisada pela Turma refere-se à ordem de prisão preventiva decretada por Mendonça durante uma fase recente da operação que investiga suspeitas de fraude financeira e tentativa de interferência nas investigações relacionadas ao antigo Banco Master.
Ao votar, Mendonça reiterou os fundamentos da decisão que autorizou a detenção de Vorcaro e de outros investigados, argumentando que a medida é necessária para evitar riscos às apurações. Fux seguiu o mesmo entendimento e validou a decisão do relator, fortalecendo a posição que sustenta a manutenção das prisões.
A análise ocorre na Segunda Turma do STF, formada pelos ministros Mendonça, Fux, Gilmar Mendes, Kássio Nunes Marques e Dias Toffoli. No entanto, Toffoli se declarou suspeito e não participará do julgamento. Com isso, o resultado dependerá dos votos restantes. Caso haja empate, o regimento prevê que a decisão mais favorável ao investigado prevaleça.
O caso tem grande repercussão nacional por envolver investigações sobre fraudes no sistema financeiro e possíveis tentativas de obstrução de justiça. A expectativa agora gira em torno dos votos de Gilmar Mendes e Nunes Marques, que devem definir se a decisão do relator será confirmada ou modificada pela Corte.
