Especialistas alertam que hábitos repetitivos ao usar o celular podem causar dores, sobrecarga na coluna e alterações posturais.
O uso intenso do celular transformou a rotina de milhões de pessoas, mas também trouxe um problema que preocupa médicos e fisioterapeutas: o chamado “corpo de celular”, expressão utilizada para descrever as alterações posturais provocadas pelo hábito de permanecer por longos períodos olhando para a tela com a cabeça inclinada. Embora os sintomas possam parecer leves no início, especialistas alertam que a repetição desse comportamento pode favorecer dores crônicas e comprometer a saúde da coluna ao longo dos anos.
Entre os principais sinais de alerta estão dores frequentes no pescoço, tensão nos ombros, rigidez na região cervical, dores de cabeça, desconforto nas costas e até formigamento nos braços e nas mãos. Esses sintomas costumam surgir porque a inclinação da cabeça aumenta significativamente a carga exercida sobre a coluna cervical, exigindo maior esforço dos músculos e das articulações para sustentar o peso do corpo.
Outro indicativo é perceber que os ombros permanecem constantemente projetados para a frente e que a cabeça fica desalinhada em relação ao tronco, formando uma postura curvada. Com o passar do tempo, esse padrão pode contribuir para o desgaste dos discos vertebrais, reduzir a mobilidade e favorecer problemas como hérnias de disco e dores persistentes.
A boa notícia é que mudanças simples ajudam a reverter esse quadro. Especialistas recomendam elevar o aparelho à altura dos olhos, evitar permanecer muito tempo na mesma posição, fazer pausas a cada 20 ou 30 minutos para alongar o pescoço e os ombros, manter apoio adequado para a lombar quando estiver sentado e praticar exercícios físicos regularmente para fortalecer a musculatura responsável pela estabilidade da coluna. Além disso, prestar atenção à postura durante o dia e corrigir pequenos desalinhamentos antes que se tornem um hábito é uma das estratégias mais eficazes para prevenir dores e preservar a saúde da coluna.
