O governo espanhol sinalizou nesta semana que pode boicotar a Copa do Mundo de 2026 caso a seleção de Israel se classifique para o torneio. A declaração veio de Patxi López, porta-voz do grupo socialista no Parlamento espanhol, em meio ao recrudescimento das críticas ao conflito em Gaza.
López afirmou que a maioria da sociedade espanhola não tolera “o genocídio diário” atribuído às ações do exército israelense, com relatos de destruição de cidades e mortes de civis — inclusive crianças — em meio à ofensiva. Caso os organismos esportivos apropriados não tomem providências claras, ele disse que Israel poderá ser excluído de competições internacionais, inclusive da qualificação para a Copa.
Desde o início das eliminatórias, a Espanha soma duas vitórias, posicionando-se bem para garantir participação no Mundial que será sediado por Canadá, México e Estados Unidos. Israel, por sua vez, aparece em terceiro lugar em seu grupo, com chances reais de disputar os playoffs caso não fique em primeiro.
Em paralelo, o primeiro-ministro Pedro Sánchez tem pedido que Israel seja banida de competições esportivas internacionais, comparando sua situação à da Rússia após a invasão da Ucrânia — quando esta foi suspensa das competições por FIFA e UEFA.
Até agora, nem FIFA nem UEFA se manifestaram oficialmente sobre a ameaça de boicote da Espanha. A hipótese de retirada do torneio por motivos políticos levanta questões sobre os precedentes esportivos e sobre o papel de entidades do futebol frente a crises humanitárias.