A procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) apresentou denúncia formal contra o atacante Bruno Henrique, do Flamengo, suspeito de manipular uma partida do Brasileirão 2023. A acusação tem base em foro esportivo, envolvendo o suposto uso de informação privilegiada para obter vantagem em apostas. O jogador teria forçado um cartão amarelo no duelo contra o Santos em 1º de novembro de 2023, o que levantou suspeitas após movimentação atípica no mercado de apostas.
A denúncia enquadra Bruno Henrique nos artigos 243 e 243-A do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). O artigo 243, parágrafo 1º, prevê suspensão de 360 a 720 dias e multa em caso de infração com vantagem financeira. Já o 243‑A trata de conduta contrária à ética desportiva, com punição de 12 a 24 jogos e multa semelhante.
Além do atacante, foram denunciados seu irmão, Wander Nunes Pinto Júnior, e outras três pessoas que supostamente lucraram com as apostas. Relatórios da Polícia Federal apontam que Wander apostou com base na informação prévia do cartão recebido por Bruno Henrique, e repassou a terceiros.
Na esfera criminal, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios aceitou parte da denúncia e transformou Bruno Henrique em réu por fraude em competição esportiva e estelionato, com penas que podem chegar a seis anos de reclusão.
Apesar da denúncia esportiva, não houve pedido de suspensão preventiva pelo STJD. O jogador segue atuando normalmente pelo Flamengo até que o processo seja julgado. Cabe à primeira instância da Justiça Desportiva decidir se aceita a denúncia ou arquiva o caso. Ainda não há data definida para o julgamento.
Caso seja condenado, Bruno Henrique pode receber até dois anos de suspensão e multas de até R$ 100 mil por infração, além das sanções previstas no artigo 243‑A, podendo chegar à exclusão de jogos. As penas podem ser acumuladas, resultando em até 24 partidas de gancho.
Em resumo, o caso ainda está em andamento, e a decisão da Procuradoria pode definir os próximos passos do processo. A defesa afirma que o atleta nega envolvimento e confia no esclarecimento total dos fatos pelas autoridades.