O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em uma carta enviada ao primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Støre, que após não receber o Prêmio Nobel da Paz ele “não se sente mais obrigado a pensar puramente na paz”, e agora pretende priorizar o que considera ser “o que é bom e apropriado” para os interesses de Washington (EUA).
No texto dirigido a Støre, Trump mencionou sua campanha pelo Nobel e disse que havia “impedido mais de oito guerras”, justificando sua decepção com a decisão do comitê independente responsável pelo prêmio. A carta também reapresenta pressões do presidente americano sobre o controle da Groenlândia, um território autônomo da Dinamarca, argumentando que Copenhague não teria capacidade de protegê-la contra potências como Rússia e China.
A mensagem de Trump foi divulgada após uma breve comunicação conjunta de Støre e do presidente da Finlândia, Alexander Stubb, que criticou os aumentos de tarifas impostas pelo governo americano a países europeus contrários à proposta dos EUA de adquirir o território ártico. Støre ressaltou que o Prêmio Nobel da Paz é decidido por um comitê independente e não pelo governo norueguês.
Além da carta, Trump tem ameaçado aplicar tarifas adicionais de até 25% sobre produtos importados de vários aliados europeus enquanto busca avançar seus objetivos sobre a Groenlândia, enquadrando essas ações como parte de sua nova abordagem política após a “negativa” do Nobel.
O episódio elevou tensões diplomáticas transatlânticas e reacende debates sobre a direção das relações entre os EUA e aliados tradicionais, mesclando frustrações pessoais do líder norte-americano com questões estratégicas de segurança e soberania territorial.