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14 de julho de 2026
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Argentina e Inglaterra superam desafios e fazem duelo histórico por vaga na final da Copa do Mundo

© Reuters/Paul Childs/Arquivo/Proibida reprodução
© Reuters/Paul Childs/Arquivo/Proibida reprodução

Tradicionais rivais do futebol mundial chegam à semifinal após campanhas marcadas por equilíbrio, prorrogações e protagonismo de Messi e Bellingham.


A Copa do Mundo de 2026 reserva mais um capítulo de uma das maiores rivalidades da história do futebol. Argentina e Inglaterra entram em campo pela semifinal após campanhas marcadas por superação, partidas equilibradas e grandes atuações individuais. O confronto reúne duas seleções campeãs do mundo que alimentam o sonho de disputar a decisão do torneio e ampliar suas conquistas no cenário internacional.

Atual campeã mundial, a Argentina chega embalada pela sequência de resultados positivos construída sob o comando de Lionel Scaloni. A equipe precisou enfrentar um caminho complicado no mata-mata e mostrou poder de reação para seguir viva na competição. Nas quartas de final, os argentinos venceram a Suíça por 3 a 1 na prorrogação, em uma partida que exigiu intensidade física e equilíbrio emocional. Antes disso, também encontraram dificuldades diante de Cabo Verde e Egito, confirmando a classificação apenas após jogos bastante disputados.

O grande destaque da seleção continua sendo Lionel Messi. Aos 39 anos, o camisa 10 lidera a equipe dentro de campo e soma oito gols na Copa, dividindo a artilharia do torneio. Além da capacidade de decidir partidas, o atacante também exerce papel fundamental na criação das jogadas ofensivas e na experiência do elenco argentino. O objetivo é alcançar a sétima final de Copa do Mundo da história da seleção e buscar o tetracampeonato, além de conquistar títulos mundiais consecutivos, feito que não acontece desde o bicampeonato do Brasil em 1958 e 1962.

Do outro lado, a Inglaterra vive um momento de reconstrução sob o comando do técnico Thomas Tuchel. Depois de liderar seu grupo na fase inicial, a equipe eliminou República Democrática do Congo, México e Noruega para chegar entre as quatro melhores seleções do Mundial. Nas quartas de final, os ingleses derrotaram os noruegueses por 2 a 1, também na prorrogação, demonstrando força mental para superar momentos de pressão.

Embora Harry Kane continue sendo uma das referências ofensivas da equipe, o principal nome inglês nesta Copa é Jude Bellingham. O meio-campista de 23 anos assumiu protagonismo durante o torneio com atuações decisivas, tornando-se peça fundamental na campanha inglesa rumo à semifinal. A seleção busca retornar à decisão de uma Copa do Mundo pela primeira vez desde 1966, quando conquistou seu único título mundial.

Além da disputa esportiva, o confronto carrega enorme peso histórico. Argentina e Inglaterra protagonizaram partidas memoráveis em Mundiais, como o duelo das quartas de final de 1986, marcado pelos gols de Diego Maradona, incluindo a famosa “Mão de Deus”, e o encontro das oitavas de final em 1998, vencido pelos argentinos nos pênaltis. Agora, quase quatro décadas depois, as seleções voltam a se enfrentar em uma semifinal cercada por expectativa e tradição, em busca de um lugar na grande decisão da Copa do Mundo de 2026.

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