Tecnologia implementada em unidades de ensino já diminuiu em 72% o descarte de comida, segundo dados do banco
Uma iniciativa do Banco do Brasil tem gerado impacto direto na alimentação escolar ao reduzir significativamente o desperdício de alimentos em escolas públicas. De acordo com a instituição, uma plataforma digital desenvolvida para monitorar e ajustar a produção de refeições conseguiu diminuir em 72% a perda de comida nas unidades participantes do projeto.
Os primeiros testes foram realizados em 15 municípios brasileiros. Em Belém, onde o sistema começou a ser utilizado em cinco escolas, os resultados apareceram em poucos meses e chamaram a atenção de gestores públicos. De acordo com os dados iniciais, houve redução de 72% no desperdício de alimentos, além da preservação de 7 toneladas de comida que antes seriam descartadas.
A iniciativa também resultou no aproveitamento de cerca de 25 mil refeições, gerando uma economia aproximada de R$ 200 mil aos cofres públicos. Outro impacto relevante foi a diminuição de 10 toneladas na emissão de carbono, reforçando o caráter sustentável do projeto. Ao todo, cerca de 2,4 mil alunos foram beneficiados, com índice de aprovação das refeições chegando a 88%.
A ferramenta funciona por meio da coleta de dados em tempo real sobre o consumo dos estudantes, permitindo que as equipes responsáveis pela merenda ajustem quantidades e evitem excessos. Com isso, além de reduzir o desperdício, o sistema contribui para uma gestão mais eficiente dos recursos públicos destinados à alimentação escolar.
Segundo o banco, a tecnologia também possibilita identificar padrões de consumo e preferências dos alunos, tornando o planejamento das refeições mais assertivo. Em alguns casos, foi possível reduzir custos operacionais sem comprometer a qualidade nutricional oferecida aos estudantes.
A iniciativa está alinhada a práticas sustentáveis e ao combate ao desperdício de alimentos, tema que tem ganhado destaque global. Especialistas apontam que soluções baseadas em dados são fundamentais para enfrentar o problema, especialmente em ambientes como escolas públicas, onde a demanda pode variar diariamente.
O projeto segue em expansão e pode ser implementado em outras redes de ensino pelo país. A expectativa é que a plataforma continue contribuindo para a melhoria da gestão alimentar e para o uso mais consciente dos recursos, beneficiando tanto alunos quanto gestores públicos.
