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30 de julho de 2026
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Brasil registra menor taxa de desemprego da história para um segundo trimestre

© Marcelo Camargo/Agência Brasil
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

Mercado de trabalho mantém trajetória positiva, com crescimento da ocupação, recorde de trabalhadores com carteira assinada e redução da desocupação em todo o país.

A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,4% no segundo trimestre de 2026, o menor índice já registrado para esse período desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado demonstra a continuidade da recuperação do mercado de trabalho brasileiro, impulsionada pelo aumento da geração de empregos formais e pela expansão de diversos setores da economia.

De acordo com os dados divulgados pelo IBGE, o país encerrou o trimestre com aproximadamente 6 milhões de pessoas desocupadas, uma redução significativa em comparação ao mesmo período do ano anterior. Em relação ao primeiro trimestre de 2026, também houve queda no número de brasileiros em busca de uma vaga de trabalho, refletindo o fortalecimento da atividade econômica e da oferta de empregos.

O levantamento mostra ainda que a população ocupada alcançou mais de 104 milhões de trabalhadores, o maior contingente da série histórica. O número de empregados com carteira assinada no setor privado também bateu recorde, ultrapassando 40 milhões de pessoas, indicando avanço da formalização das relações de trabalho e maior estabilidade para os trabalhadores brasileiros.

Entre os setores que mais contribuíram para o crescimento da ocupação estão comércio, indústria, construção civil, transporte, tecnologia, saúde e serviços. Especialistas apontam que a combinação entre investimentos privados, recuperação do consumo das famílias e crescimento da atividade produtiva favoreceu a abertura de novas vagas ao longo dos últimos meses.

Outro indicador positivo foi a redução da subutilização da força de trabalho, que reúne pessoas desempregadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e aquelas que gostariam de trabalhar, mas não estavam disponíveis para assumir uma vaga imediatamente. Esse grupo também apresentou queda, reforçando a melhora das condições do mercado de trabalho nacional.

A renda média habitual dos trabalhadores permaneceu em patamar elevado, contribuindo para o aumento da massa de rendimentos pagos à população. Segundo o IBGE, esse avanço fortalece o consumo das famílias, estimula a atividade econômica e ajuda a impulsionar setores como comércio e prestação de serviços, que continuam entre os maiores empregadores do país.

Economistas avaliam que, apesar do desempenho histórico, o desafio agora será manter o ritmo de geração de empregos diante das incertezas da economia global. Entre as prioridades apontadas estão a continuidade dos investimentos, a qualificação da mão de obra, o incentivo ao empreendedorismo e a criação de políticas públicas voltadas à ampliação do emprego formal e da produtividade.

Você pode acrescentar os seguintes parágrafos para complementar a matéria com os principais indicadores divulgados pelo IBGE que não estavam no texto original:


Os dados da PNAD Contínua mostram que a taxa de 5,4% representa uma redução de 1,6 ponto percentual em relação ao segundo trimestre de 2025, quando o desemprego era de 7%. Na comparação com o primeiro trimestre de 2026, que registrou taxa de 6,2%, a queda foi de 0,8 ponto percentual, confirmando a tendência de fortalecimento do mercado de trabalho ao longo do ano.

O número de pessoas ocupadas chegou a 104,8 milhões, crescimento de 1,8% frente ao trimestre anterior, o equivalente a aproximadamente 1,9 milhão de trabalhadores a mais. Em comparação com o mesmo período de 2025, o avanço foi de 2,4%, representando cerca de 2,4 milhões de pessoas inseridas no mercado de trabalho. Esse é o maior contingente de ocupados desde o início da série histórica da pesquisa.

Outro destaque foi o recorde de empregados com carteira assinada no setor privado, que atingiu 39,4 milhões de trabalhadores, crescimento de 0,9% na comparação trimestral e de 3,7% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado demonstra o avanço da formalização do emprego e da geração de vagas com direitos trabalhistas garantidos.

A pesquisa também apontou que o contingente de trabalhadores sem carteira assinada no setor privado permaneceu praticamente estável, totalizando 13,7 milhões de pessoas, enquanto o número de trabalhadores por conta própria ficou em 25,8 milhões. Já o número de empregados no setor público alcançou aproximadamente 12,9 milhões, mantendo estabilidade na comparação trimestral e crescimento na comparação anual.

A taxa de informalidade ficou em 37,8% da população ocupada, o equivalente a 39,6 milhões de trabalhadores. Embora ainda elevada, ela permaneceu abaixo dos níveis observados em anos anteriores, refletindo o aumento da contratação formal registrado nos últimos trimestres.

Outro indicador que apresentou melhora foi o da subutilização da força de trabalho, que caiu para 13,8%, enquanto a população subutilizada foi estimada em 16,6 milhões de pessoas, representando redução tanto em relação ao trimestre anterior quanto na comparação anual. O número de desalentados — pessoas que desistiram de procurar emprego por acreditarem não conseguir uma vaga — também diminuiu para 2,8 milhões, o menor patamar dos últimos anos.

A massa de rendimento real habitual dos trabalhadores alcançou um novo recorde, chegando a aproximadamente R$ 353 bilhões, resultado impulsionado pelo aumento do número de pessoas ocupadas. Já o rendimento médio real habitual foi estimado em R$ 3.442, mantendo estabilidade frente ao trimestre anterior e reforçando a recuperação gradual da renda dos brasileiros.

Segundo analistas do IBGE, o desempenho positivo do mercado de trabalho reflete a expansão de setores como comércio, construção civil, indústria, transporte, tecnologia e serviços, além do crescimento da atividade econômica observado ao longo do primeiro semestre de 2026. Apesar do cenário favorável, especialistas ressaltam que a manutenção desses indicadores dependerá da continuidade dos investimentos, da estabilidade econômica e da criação de novas oportunidades de emprego formal.

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