Em recente análise, a revista britânica The Economist critica a atual gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, afirmando que o presidente age de forma “hostil ao Ocidente” e mostra incoerência em sua política externa. A publicação destaca a postura do Itamaraty ao condenar ataques dos EUA e de Israel ao Irã em 22 de junho, classificando-os como “violação da soberania” iraniana e contrariando, segundo a revista, o posicionamento da maioria das democracias ocidentais.
Lula também é criticado por intensificar laços com regimes de ditaduras, como China, Irã e Rússia, citando dois encontros com Xi Jinping e a viagem a Moscou em maio, onde teria tentado mediar o conflito ucraniano, sem sucesso. A revista ressalta que ele seria “o único líder de uma grande democracia” presente nas celebrações do fim da Segunda Guerra Mundial na Rússia.
No plano interno, a manchete apontou a baixa popularidade de Lula: aprovação em torno de 40%, desaprovação acima de 50%, chegando a 57% segundo levantamento Genial/Quaest no início de junho. A Economist defende que, se a direita se unir em 2026, “a presidência será deles”. Além disso, arremata, Lula deveria “parar de fingir que tem [importância global] e se concentrar em questões mais próximas”.
Em síntese, a análise da revista britânica traça um cenário de desafios duplos: isolamento internacional – ao distanciar-se do Ocidente e abraçar regimes não democráticos –, e desgaste doméstico, com desgaste político evidente. A advertência sugere que uma reorientação de foco poderia fortalecer tanto a imagem externa quanto a sustentação interna do governo.
