O Brasil se despede de Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do esporte nacional e referência global no basquete. O ex-jogador, que tinha 68 anos, construiu uma carreira marcada por recordes, conquistas e reconhecimento internacional.
Nascido em Natal-RN, Oscar se destacou por sua habilidade ofensiva e precisão nos arremessos, características que lhe renderam o apelido de “Mão Santa”. Ao longo de quase três décadas de carreira, tornou-se o maior pontuador da história do basquete por muitos anos, acumulando impressionantes 49 mil pontos somando clubes e seleção brasileira.
Defendendo o Brasil, participou de cinco edições dos Jogos Olímpicos e foi um dos principais nomes da histórica conquista do ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987, quando a seleção brasileira venceu os Estados Unidos em pleno território adversário. Sua trajetória também inclui passagens marcantes por clubes na Europa, especialmente na Itália e na Espanha, além de equipes tradicionais do basquete nacional.
Reconhecido mundialmente, Oscar foi incluído no Hall da Fama da FIBA e também no Hall da Fama do basquete nos Estados Unidos, consolidando seu nome entre os maiores atletas da modalidade.
Mesmo após a aposentadoria, seguiu ativo como palestrante e figura influente no esporte. Sua história é lembrada não apenas pelos números, mas pela dedicação à seleção brasileira, inclusive ao recusar oportunidades na NBA para continuar representando o país.
A morte de Oscar Schmidt marca o fim de uma era, deixando uma lacuna no esporte e uma herança que seguirá inspirando gerações de atletas no Brasil e no mundo.
