No primeiro dia do julgamento no STF que envolve Jair Bolsonaro e sete aliados, a Primeira Turma iniciou uma histórica análise da denúncia da PGR por tentativa de golpe de Estado. Durante a abertura da sessão, o ministro relator Alexandre de Moraes apresentou um relatório detalhado sobre as investigações, seguido pela sustentação oral do Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, que expôs os principais trechos da acusação.
As defesas reagiram vigorosamente às acusações. Diversos advogados dos réus — entre eles Mauro Cid, Alexandre Ramagem, Almir Garnier e Anderson Torres — discursaram ao longo da tarde, contestando provas e questionando a legitimidade do processo. O julgamento foi suspenso ao final do dia é retomado na manhã desta quarta-feira com mais alegações dos defensores dos demais réus.
Essa fase inicial representa um momento singular: é a primeira vez que um ex-presidente se senta no banco dos réus por suspeita de atacar a democracia. As acusações incluem crimes graves como organização criminosa armada, abolir violentamente o Estado de Direito, golpe de Estado, e dano ao patrimônio público, entre outros.
O julgamento, conduzido pelo ministro Cristiano Zanin como presidente da Turma, está marcado para se estender até o dia 12 de setembro, com ao menos oito sessões já agendadas. Caso sejam condenados, os acusados poderão enfrentar penas que somam mais de 30 anos de prisão.
O processo atrai atenção nacional e internacional, com forte impacto político. Externamente, o ex-presidente Donald Trump criticou o julgamento como uma “caça às bruxas” e respondeu com sanções e tarifas elevadas sobre produtos brasileiros e sobre os magistrados envolvidos.
Em resumo, o primeiro dia do julgamento foi marcado pela exposição inicial das acusações, pelas contestações das defesas e pela confirmação da gravidade do caso. O desfecho definitivo do julgamento ainda está por vir — e promete manter o Brasil e o mundo atentos ao desenrolar desse momento histórico para a Justiça brasileira.
