O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou Donald Trump nesta sexta-feira (18) após o governo dos Estados Unidos classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A declaração ocorreu durante um evento no Rio de Janeiro voltado às ações de combate ao crime organizado.
Lula afirmou que não concorda com o enquadramento adotado pelo governo norte-americano e defendeu uma distinção entre organizações criminosas e terrorismo relacionado à disputa pelo poder político.
“Eu não aceito a ideia de que as facções são terroristas, como diz o Trump”, declarou o presidente. Segundo Lula, o Brasil precisa enfrentar diretamente o crime organizado e retomar áreas controladas por grupos criminosos.
Ao comentar o conceito de terrorismo, Lula também fez referência aos ataques de 8 de janeiro e às investigações sobre um suposto plano contra autoridades brasileiras. “Quem era isso? Era o Bolsonaro tentando dar o golpe de 8 de Janeiro. Isso é terrorismo”, afirmou.
Apesar de rejeitar a classificação utilizada pelos Estados Unidos, o presidente reconheceu os impactos provocados pelas facções nas comunidades. Para Lula, moradores submetidos à violência, ameaças e cobranças impostas pelo crime vivem uma situação que também pode ser descrita como terror.
A manifestação ocorreu dois dias após o governo Trump afirmar que o Brasil teria falhado no enfrentamento ao PCC e ao Comando Vermelho. Em maio, os Estados Unidos já haviam anunciado a designação das duas facções como organizações terroristas, medida que passou a produzir efeitos em junho.







Seja a primeira pessoa a comentar.