O senador Flávio Bolsonaro (PL) terminou o primeiro turno na frente, com 47,03% dos votos válidos, segundo o TSE, e disputará o segundo turno, em 25 de outubro, contra o presidente Lula (PT), que obteve 45,16%. Nesse cenário, ganha peso o plano “Para o Brasil vencer o atraso”, documento de 76 páginas registrado no TSE.
Na segurança, prevê tratar facções como terrorismo, erguer cinco presídios de segurança máxima, abrir 500 mil vagas e instalar 1 milhão de câmeras com reconhecimento facial. Para as mulheres, propõe vale-creche na rede particular, escritura da casa em nome da mulher e a assistente virtual ClarIA, para pedir medida protetiva pelo celular.
Na economia, fixa meta de crescer 4% ao ano, com R$ 900 bilhões em estradas, portos e ferrovias em quatro anos, incluindo trem de 1.400 km entre sete capitais nordestinas. Também promete reduzir o imposto sobre o consumo, hoje projetado em 30%, e construir 2,5 milhões de casas.
Ainda no texto, Flávio esclarece que as propostas estão sob o alcance do novo chefe do Executivo, e que não adiantaria prometer algo que não se pode cumprir, dizendo:
"Um plano de governo não vale pelo que promete, mas pelo que consegue sustentar." (plano de governo de Flávio Bolsonaro, "Para o Brasil vencer o atraso", pág. 68
O plano ainda propõe 100% dos serviços federais no celular, histórico de saúde no CPF, faculdade paga após o emprego e pelo menos dez ministérios a menos. Defende o fim da reeleição presidencial, limite a decisões individuais no STF e zerar o desmatamento ilegal até 2029. Sobre as estatais, destaca: “Estatal não é palanque nem cabide de apadrinhado.”
Essas propostas animaram milhões de brasileiros. Somadas à insatisfação com os escândalos envolvendo o PT, a economia pedindo alívio e o STF sendo alvo de duras críticas, parte do eleitorado está confiando em Flávio Bolsonaro para guiar o Brasil para rumos diferentes dos quais atualmente se encaminham.







Seja a primeira pessoa a comentar.