Nidal Malik Hasan, ex-major e psiquiatra do Exército dos Estados Unidos, tornou-se o centro de uma decisão histórica envolvendo a pena de morte no país. Condenado pelo ataque ocorrido em 2009 na base militar de Fort Hood, no Texas, Hasan tem execução marcada para 3 de dezembro de 2026, por um pelotão de fuzilamento. Caso seja realizada, será a primeira execução de um integrante das Forças Armadas americanas em 65 anos e a primeira por fuzilamento desde a Segunda Guerra Mundial.
O crime aconteceu em novembro de 2009, quando Hasan entrou em um centro onde militares se preparavam para serem enviados ao Afeganistão e abriu fogo. Treze pessoas morreram e outras 32 ficaram feridas. O então militar foi atingido por agentes durante a ação e ficou paraplégico.
Durante seu julgamento, em 2013, Hasan decidiu atuar como o próprio advogado e não contestou que havia realizado os disparos. Ele afirmou que havia "switched sides" — expressão que significa que teria mudado de lado — e tentou justificar suas ações como oposição às operações militares americanas no Afeganistão. A corte marcial o condenou por 13 assassinatos premeditados e 32 tentativas de assassinato premeditado.
A autorização da execução foi dada pelo presidente Donald Trump, após recomendação do secretário de Defesa, Pete Hegseth. O Exército informou que o procedimento está previsto para ocorrer em Fort Hood. No entanto, Hasan ainda pode recorrer à Justiça federal, o que poderia suspender ou prolongar o processo de execução.
A última execução militar americana ocorreu em 1961, quando o soldado John Bennett foi enforcado. Já o último militar dos EUA executado por fuzilamento foi o soldado Eddie Slovik, em 1945, na França, durante a Segunda Guerra Mundial.







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