A disputa pela Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ), ganhou novos contornos após o advogado Willer Tomaz publicar uma exposição nas redes sociais com documentos e argumentos para contestar a versão de Richarlison. O jogador acusa Tomaz e o senador Flávio Bolsonaro (PL) de terem tomado a propriedade, mas o advogado apresenta uma exposição bem diferente, apoiada em registros e decisões judiciais.
Entre os pontos destacados por Tomaz está a escritura de compra e venda que, segundo ele, fundamenta os direitos de sua empresa sobre o imóvel. O advogado afirma que a cadeia documental remonta a 1975 e que a posse anterior estava vinculada a pessoas identificadas desde 1986. Ele também sustenta que a empresa ligada ao atleta perdeu a disputa judicial, inclusive no Superior Tribunal de Justiça (STJ), e desistiu da ação em 2025.
Outro argumento central envolve o dinheiro. Segundo Tomaz, a empresa Sport 70, ligada ao jogador e ao ex-sócio Renato Velasco, declarou no processo ter pago R$ 2,6 milhões a terceiros que não seriam os titulares registrados da área. O advogado também afirma ter desembolsado mais de R$ 2 milhões em impostos, foro e débitos atrasados do imóvel. O inquérito policial sobre o caso foi arquivado, segundo as informações divulgadas.
Tomaz lançou um desafio direto: Richarlison deve apresentar escritura, contrato registrado ou inscrição na Secretaria do Patrimônio da União (SPU) anterior a julho de 2022, além de comprovantes dos R$ 10 milhões alegados. Caso os documentos sejam válidos, promete transferir os direitos sobre o imóvel sem cobrar nada.
Richarlison, por sua vez, publicou documentos para defender a aquisição. A controvérsia também ganhou dimensão política com as acusações contra Flávio Bolsonaro, que nega envolvimento na negociação.







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