O influenciador Felca voltou a movimentar as redes sociais nesta terça-feira (20) após publicar um vídeo no YouTube em que revela detalhes de sua luta contra a fobia social e os traumas provocados pelo bullying na adolescência. A publicação, porém, também gerou uma onda de críticas de internautas que esperavam um conteúdo relacionado às eleições presidenciais.
No depoimento, que marca seu retorno ao YouTube após mais de um ano sem publicar vídeos na plataforma, Felca relata episódios de humilhação e agressões físicas sofridas durante o período escolar. Segundo o influenciador, as experiências deixaram consequências que continuaram afetando sua vida adulta, dificultando interações sociais e a participação em compromissos públicos.
Ele também contou que recorreu ao álcool para enfrentar situações que provocavam ansiedade e revelou o impacto do transtorno em sua rotina. O relato pessoal foi apresentado como uma forma de expor suas dificuldades e incentivar outras pessoas a enfrentarem desafios semelhantes.
A repercussão ganhou contornos políticos porque a publicação ocorreu poucos dias antes do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro. Parte dos internautas, especialmente usuários alinhados à esquerda, esperava que o influenciador divulgasse denúncias contra adversários de Luiz Inácio Lula da Silva ou demonstrasse apoio ao presidente.
Como o conteúdo abordou saúde mental, e não a disputa eleitoral, alguns usuários manifestaram frustração e publicaram críticas e ironias nas redes sociais. O episódio reacendeu o debate sobre a pressão exercida sobre personalidades da internet para que se posicionem politicamente em períodos eleitorais.
Além de compartilhar sua experiência, Felca anunciou o projeto SimFel, um desafio de três meses voltado à superação gradual do isolamento social, com incentivo à participação em atividades e à criação de novas conexões. Ele também pretende realizar palestras gratuitas sobre bullying em escolas.
A repercussão mostra como um relato sobre saúde mental pode acabar inserido no ambiente de polarização política. Enquanto parte do público criticou a ausência de conteúdo eleitoral, outros usuários demonstraram apoio à iniciativa e destacaram a importância de discutir os efeitos do bullying e da fobia social.







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